O Paradoxo de Aristóteles

Alguns meses atrás acessei alguns sites de notícias e fiquei estupefata. É difícil escolher qual artigo ler, qual não ler... É como se estivesse diante de uma estante de livros. E agora? Qual ler? Qual não ler? Qual desses livros morrerei sem ler? É complicado na Era da Informação, a escolha.    Enfim, no meio da angustia e um trilhão de palavras, uma frase me chamou atenção '' É normal no ser humano, o desejo de conhecer''. No momento em que li, senti vontade de imprimir e colocar na porta do

Desintegração

A sociedade pós moderna a cada passo que avança rumo ao desenvolvimento abriga e defende a estética criando a fórmula ''homem-robô'', pré-fabricado com inúmeras possibilidades de tecnologia e rodeado de informações que o faz inerte e ignorante ao conhecimento ou a experiência real.  Com tudo muito rápido e eficiente não há razão para esperar.  Existe informações, acessos mas não há vínculos emocionais com o mundo real. A prática sensorial já não existe e se há algum museu promovendo esse tipo

O perigo da mesmice.

Estava no ônibus me dirigindo para casa. Desci. Depararei me com a mesma rua, casas, a mesma paisagem. Tudo tão normal. Enquanto descia a rua, fui jogada a um rumo diferente. Passava-me tantas coisas, viagens, cursos, escola, divertimento.. até que senti um toque no meu ombro, e um '' Boa noite'' gratificante. Um sorriso gentil, de um ex-professor arrancou me a maior estupidez, a preocupação sem motivos, sem causa. O sorriso me deu a liberdade de uma conversa mais longa, e sinceramente, não lemb

Tu sabes com quem está falando? O nosso Jeitinho.....

Tudo começa em furar a fila, em não devolver os pequenos centavos no troco, em esquecer facilmente e inovar no improviso. Infelizmente, nós brasileiros, temos essa mania de malandragem misturada com criatividade, o sorriso afetivo com aceitação. Não existe uma explicação para nosso ''jeitinho criativo-corrupto'', não há uma verdade precisa, absoluta e discreta quanto à nossa inércia e ignorância, mas uma pesquisa feita pelo Roberto Damatta, aponta que todo  brasileiro já usou malandragem para  b

A vida pede nada mais que isso

Nós precisamos da decepção Porque precisamos confrontar a realidade Nós precisamos da Ilusão porque precisamos encontrar a verdade Precisamos da mentira Porque precisamos sair da certeza absoluta Precisamos da loucura Porque Precisamos de brilho Nós precisamos do silêncio Porque o barulho nos faz mal Nós precisamos do barulho Porque o silêncio nos faz depressivos, ansiosos.. Nós precisamos da Felicidade Porque a Tristeza nos deixa melancólicos Precisamos da Tristeza Porque necessi

''Quem lhe prometeu certezas?''

Estava deitada, mas o ruído da rua ainda se sobressaía, vozes de pessoas, barulho de carros, o vento, a chuva, músicas, risadas aleatórias... Desisti de me convencer que estava cansada, levantei fui ao espelho: não sei porquê, talvez todas as pessoas já se viram desta maneira, mas não me vi, nem me senti, humana, ''será que toda a movimentação está me afetando?'', me questionei. Abri ''Quando Nietzsche chorou'', onde o querido Nietz indagava ''Você chora? E quem lhe prometeu oásis? Você sofre? E

O que há de errado?

O Tempo avança a cada palavra, a cada minuto, horas  Horas transformam se em dias,  dias em meses, meses em anos  Anos em décadas, as décadas em milênios  E o mundo cada vez mais pequeno  As últimas gerações, tão bem educadas!  seres humanos, apenas existentes  Aprendemos a viver sem questionamento....  E o tempo vem absurdamente em nossa direção  Estamos envelhecendo!!!                         Enviado por Gabriela Melo em 13/04/2014 Reeditado em 17/04/2014 Código do texto:

Sementes do acaso

Dia desses me lancei numa tarefa nada fácil. Decidi observar a sociedade e as nossas principais preocupações, isso em termos gerais, escola, família, vizinhos, parentes, conhecidos..... Estranho. Sim, muito esquisito! Não houve outra geração que produziu tantas pessoas simpáticas, como a nossa! Nossa geração está repleta delas, pessoas boas, agradáveis, fáceis de moldar e manejar. Tudo começa na família, escola e sociedade.. E não adianta alguém tentar dar aquele sermão de ''estudo-trabalho-f

Brasil... Até quando?

Quero apenas encontrar certezas  Nesta lama de dúvidas,  Seguir um ideal   E que este ideal não seja vendido   E que este pensamento não mude   Por interesses e desejos   Quero acreditar que é possível   o desenvolvimento e o progresso   Para os que vivem ás margens   com a corrupção, a violência e desigualdades..   E quanto ao futuro..?   Para sempre será apenas objetivos pessoais?   Este conformismo estúpido   nos arranca o foco e o ideal..   A massa insensata, programada

Na moral!

A vida nos ensina a viver O Amor nos ensina amar Na mistura do verso se têm ''O amor nos ensina a viver   A vida nos ensina a mar ''   Erros, fracassos e perdas quem não as têm? Se nosso incosciente nos limita Logo somos nada mais que um simples pó com alma vivente Quem dentro dessa gente O vento não levou O intelecto de cada ser que fez o pai criador Quem nunca perdeu o objetivo? Matou o próprio sonho? Alimentou a mágoa? Fracassar, faz parte! E a vida nos ensina com o tem

VIDA IDEAL NÃO É VIDA FELIZ

Acabei de assistir e fiquei assim, parada, tentando absorver tudo, porque antes de dar o ‘’click’’ decisivo, eu estava preparada apenas para gostar, e me encantei com a palestra ótima do Filósofo e Historiador Leandro Karnal no youtube intitulada O que te agrada te engana. A palestra me lembrou da minha saída do Ensino Médio e entrada na faculdade. Ninguém sabe o que quer com 17 ou 18 anos. Aí a gente vai ao psicólogo, faz teste vocacional e fica preocupado com o que os pais vão dizer. Atire a

Sinceridade: ninguém quer ser visto como realmente é.

Dizem por aí, que para manter amizades, relacionamentos, temos de ser transparentes, diretos e (com muita ênfase!!!!!) Sinceros! Pessoas, vamos imaginar uma conversa de ''sinceros'' sem eufemismo, sem nada escondido. Qual seria o resultado? Catástrofe total. Um verdadeiro inferno. Expor-se as claras, é um pretexto para ser traído. E a traição é horrorosa. Existem pensamentos que não devem ser compartilhados. As expressões, nem sempre vão ser espontâneas. Nem sempre vamos agir com naturalidad

Ciclo da Felicidade

Estava lendo ''A morte de Schopenhauer'', quando a lembrança me trouxe uma frase. Recordo me que a reformulei após uma aula de História sobre Tomas Morus, a Utopia.    Comecei a imaginar uma sociedade perfeita, e segui o pensamento de Schopenhauer onde não há trabalho, labuta, tudo cresce sem necessidade de plantação, os pombos voam assados ao ponto... todos as nossas necessidades são supridas..... não há necessidade, não há um motivo para qual lutar...     Não precisamos trabalhar, estudar, c